"Este blog nasceu da idéia de um estudante de Fisioterapia que muito se motivou pelo curso e encontrou na internet um meio de divulgar e informar as pessoas do que a fisioterapia é capaz. Nós, Fisioterapeutas, temos um poder valioso em nossas mãos capaz de proporcionar uma excepcional qualidade de vida a quem utiliza de nossos serviços. Promover, prevenir ou reabilitar. Haverá um dia em que as pessoas não viverão sem o valioso poder Fisioterapêutico."
Danilo Rocha
Contra todas as previsões dos clínicos, um jovem espanhol recuperou a 100% de um acidente de automóvel. Foi o próprio pai, médico e investigador, quem decidiu aplicar-lhe um método pioneiro que utiliza hormonas de crescimento na regeneração de lesões. Os médicos portugueses dividem-se sobre este novo tratamento: para uns é uma esperança para doenças neurológicas; para outros levanta ainda muitas dúvidas éticas e de segurança.
Como é o processo e para que serve? Uma clínica espanhola, em Santiago de Compostela, promete resultados surpreendentes na cura de doenças cerebrais e de deficiências motoras, com a aplicação de hormonas de crescimento. Os benefícios destas substâncias produzidas naturalmente na hipófise (glândula situada na base do cérebro) são reconhecidos por exemplo para aumentar a altura em pessoas com problemas de crescimento (ver texto ao lado). Mas, na regeneração dos neurónios, este programa é pioneiro.
Quais os resultados? Com este tratamento, o director do Centro de Reabilitação Foltra, Jesús Devesa, professor catedrático na Universidade de Santiago de Compostela, conseguiu recuperar o filho, que ficou com lesões cerebrais depois de um grave acidente de carro. Foi o seu primeiro doente. E Pablo, hoje com 29 anos, conseguiu voltar a andar, falar e comer. Depois dele, o tratamento foi usado noutros 300 doentes paraplégicos ou com deficiência mental congénita ou adquirida. "Injectamos hormonas de crescimento na área subcutânea do braço, que induzem a produção de células- -mãe e regeneram os tecidos danificados", descreve Jesús Devesa ao DN, assegurando uma taxa de sucesso na casa dos 90%. Entretanto, a descoberta veio a público em Espanha e a técnica vai ser aplicada também num centro de paraplégicos de Toledo.
"Cada caso é um caso e a dose a aplicar depende da doença, da idade e do progresso do paciente", indica Jesús Devesa, acrescentando: "Nas crianças, o processo de recuperação é mais rápido, pois a neuroplasticidade promove uma proliferação mais célere das células".
Pablo tinha 22 anos, e a sua recuperação fez-se em oito meses. "Fiquei curado, sem sequelas. A recuperação foi a 100%. Hoje levo uma vida completamente normal, como qualquer jovem. Jogo futebol, bebo um copo com amigos."
Mais: está há um ano a trabalhar no Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra, como investigador, e a terminar a tese de doutoramento a defender dentro de semanas. A base da investigação? O seu próprio caso e as implicações das hormonas de crescimento no processo de neuroregener ação. "É um trabalho que segue as linhas de orientação da investigação do meu pai. Quero comprovar os resultados em humanos, sem efeitos secundários, no sentido de dar uma base científica mais aprofundada", diz Pablo Devesa.
Video pra deixar registrado o Estágio de Fisioterapia em Pediatria; Estrelando: Danilo Rocha, Elane Martins, Ana Larissa, Tiago Fernandes como protagonistas acadêmicos, Colaboração coadjuvante: Bia e Larissa; Supervisão de: Karina Serra e Elba Tirado.
Dia 16 de Junho de 2010, começou hoje o estágio de Saúde coletiva, onde o profissional de Fisioterapia atende diretamente á domicílio na comunidade carente, prestando tratamento fisioterapêutico a quem não possui condições de se dirigir a uma clínica de Fisioterapia, seja por motivo físico, renda, ou , na maioria da vezes, por falta de informação mesmo. Em todo o bairro Villa Zara de Itabuna -BA possui participando dos nossos atendimentos cadastrados 22 pessoas dentre crianças e idosos com os mais diferentes e variados diagnósticos. Porem, o AVE continua sendo o mais comum. O trabalho do fisioterapêuta a domicílio se restringe ao que o ambiente oferece à sua criatividade. Adaptando, reabilitando, previnindo e tornando funcional o homem no meio onde vive.
Os pacientes atendidos por nós estagiários são selecionados com base em uma triagem feita pelo agente de saúde que passa os cadastros para o enfermeiro do posto de saúde do próprio bairro. Esse programa ja existe aqui na Bahia, na cidade de Jequié. O governo participa e destina uma verba exclusivamente pra isso. Se o rpograma não existir em sua cidade peça para os dirigentes municipais, é dever do cidadão cobrar melhorias pois a saúde é um direito de todos!
Definição A Síndrome de Williams (também conhecida como síndrome Williams-Beuren) foi descrita pela primeira vez em 1961 pelo cardiologista neozelandês John Williams. Este médico verificou que um grupo de pacientes da pediatria apresentava um grupo de sintomas semelhantes, tais como: problemas cardiovasculares, rostos com características semelhantes (aparência facial "élfica" bastante distinta), atraso mental, dificuldade na leitura, na escrita e na aritmética (apesar de apresentar facilidade com Línguas) e um gosto exacerbado por música, entre outros menos comuns. Esta síndrome partilha algumas características com o autismo, apesar das crianças que a apresentam possuírem uma facilidade de relacionamento interpessoal acima da média, ou seja, são excepcionalmente simpáticas (por exemplo, ouvindo o nome de uma pessoa apenas uma vez, passam a chamá-la pelo nome, mesmo que só a encontrem novamente meses depois).
Fisiopatologia À maior parte das crianças com a síndrome de Williams faltam cerca de 21 genes no cromossoma 7, incluindo o gene para a produção de elastina. A incapacidade de produzir esta proteína é provavelmente a raiz do problema cardiovascular desta síndrome e também pode ser responsável pelas diferenças no desenvolvimento do cérebro.
Características: Podemos encontrar problemas médicos freqüentes como cardíacos, renais e odontológicos. São crianças que precisam urinar com grande freqüencia. Tem problemas de coordenação e equilíbrio e são freqüentemente menores comparados a alturas de seus pais, no entanto, e geralmente, encontram-se dentro do intervalo normal para a sua idade. As crianças com SW geralmente apresentam um atraso psicomotor mas as suas dificuldades de aprendizagem podem variar entre "handicap" mental ligeiro e severo.
Podemos verificar nestes indivíduos um padrão distinto de competências e características comportamentais e de personalidades bastante particulares. De uma maneira geral, ás crianças são muito sociáveis e comunicativas desde a infância embora de uma maneira não-verbal: utilizam as expressões faciais, o contato visual e, eventualmente gestos para comunicar. Começam a falar mais tarde do que o esperado e mostram uma grande variedade no desenvolvimento da linguagem. Começam a utilizar palavras simples e algumas frases, geralmente, por volta dos 18 meses.
Mostram grandes facilidades em aprender canções e rimas infantis, revelando uma boa memória auditiva e sensibilidade musical. No que diz respeito ao desenvolvimento motor, as crianças começam a andar geralmente mais tarde do que o esperado e têm dificuldades motoras (motricidade grosseira e fina) e da coordenação oculo-manual. Assim, podem levar mais tempo para aprender a sentar e a andar e mostram dificuldades em tarefas como andar de bicicletas, abotoar, utilizar tesouras e segurar o lápis. Têm dificuldades na orientação espaço-temporal, na avaliação de distâncias e direções e em tarefas que incluem processamento visual
Algumas características de personalidade são particularmente comuns nas crianças portadoras de SW: grande sociabilidade; entusiasmo exuberante; grande sensibilidade com as emoções alheias; sentem-se excessivamente a vontade com estranhos; pequeno intervalo de atenção; memória excelente para pessoas, nomes e locais; grande sensibilidade aos sons e ansiedade (especialmente com acontecimentos futuros); medo de alturas, escadas e superfícies irregulares como a areia, tapetes e a relva; preocupação excessiva com determinados assuntos ou objetos. Embora muitas crianças com SW sejam excessivamente amigas com adultos e procuram a companhia destes, podem ao mesmo tempo mostrar dificuldade em fazer e manter amizades com pares da sua idade. As crianças e os adultos com SW são freqüentemente descritos como tendo personalidade ansiosas e com preocupação excessiva sobre a sua pessoa e os outros. Têm freqüentemente problemas de sono e de controle do esfíncter. Muitas são hipersensíveis a uma variedade de sons, como bater palmas ou riso alto, batedeiras, liqüidificadores, máquinas de lavar domésticas, podem mostrar ansiedade e medo quando ouvem ou antecipam estes sons. É claro que todas as crianças são diferentes e nem todas as crianças com SW mostram todas as caracteríticas aqui descritas, e nem com a mesma gravidade. Por isso o acompanhamento de um bom profissional é importante para o melhor desenvolvimento dela em toda sua fase de crescimento e idade adulta também.
Ocorrência e detecção Ocorre entre 1 em cada 20 000 a 1 em cada 50 000 nascidos vivos. Afeta tanto homens como mulheres. Podem ocorrer em qualquer lugar do mundo e em qualquer grupo étnico. A maioria das crianças tem grandes dificuldades de alimentação no primeiro ano de vida, incluindo vômitos, recusa de alimentação, podem mostrar grande irritação e chorar excessivamente. Geralmente apresentam uma face característica (descrita como a de um duende): nariz pequeno e empinado, cabelo encaracolado, lábios cheio, dentes pequenos, sorriso freqüente.
Em geral, o quadro clínico é suficiente para o diagnóstico. Ele pode ser confirmado por meio de um exame de sangue específico, o cariótipo nos glóbulos brancos do sangue (linfócitos), complementado pela técnica de hibridação in situ (FISH) para os genes da elastina (ELN) e da L1Mquinase, que costuma ser positivo em 90 a 96% dos casos. Como é um exame especializado e de alto custo, pode não estar disponível na maioria dos laboratórios. Considerando essa dificuldade, dependendo do quadro clínico, sua realização pode não ser solicitada.
Fisioterapia na SW: É imprescindível a função da Fisioterapia nesta síndrome, principalmente no que diz respeito à estimulação Psicomotora ja que o portador irá cursar com atrazos no desenvolvimento. A coordenação, a postura, o equilibrio e a propriocepção nos dá margem a realizar um trabalho intensivo e continuo. Uma abordagem multidiciplinar garante ao fisioterapeuta um sucesso mais elevado visto que estão associados problemas que podem ser atendidos por outras competências. Referêcias: http://www.williams-syndrome.org/ - http://www.swbrasil.org.br/ - http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%ADndrome_de_Williams
A Mielomeningocele, mais conhecida como Spina Bífida, é uma malformação congênita da coluna vertebral da criança, dificultando a função primordial de proteção da medula espinhal, que é o "tronco" de ligação entre o cérebro e os nervos periféricos do corpo humano. Quando a medula espinhal nasce exposta, como na Mielomeningocele, muitos dos nervos podem estar traumatizados ou sem função, sendo que o funcionamento dos órgãos inervados pelos mesmos (bexiga, intestinos e músculos) pode estar afetado.
O primeiro passo para o tratamento é o fechamento que é realizado pelo neurocirurgião, visando a proteção e evitando traumas e infecções (meningites). Essa intervenção de um modo geral dá-se nas primeiras horas de vida. Cerca de 90% dos pacientes com Mielomeningocele poderão apresentar durante a vida algum tipo de problema urológico que pode variar desde infecções urinárias até a perda de função renal e insuficiência renal com necessidade de diálise e transplante renal. Com os avanços em Urologia pediátrica hoje é possível prevenir estas complicações com exames especializados e acompanhamento rigoroso.
O bebê tambem pode apresentar outros problemas relacionados com a espinha bífida como: · hidrocefalia (aumento del líquido y de la presión en la cabeza; se presenta em cerca de 80% a 90% dos casos) · problemas cardíacos · problemas (ósseos) ortopédicos · nivel de inteligencia inferior a lo normal
Los síntomas de la espina bífida pueden parecerse a los de otros trastornos o problemas médicos. Siempre consulte al médico de su bebé para obtener un diagnóstico.
É muito importante que crianças vítimas desta patologia sejam acompanhadas por profissionais realmente envolvidos com a mesma. Muitas vezes medidas como manutenção de antibióticos profiláticos por tempo prolongado, orientações de esvaziamento da bexiga, eventualmente com auxílio de sondas em intervalos de tempo regulares podem fazer a diferença. É importante que as famílias entendam bem esses tipos de procedimentos.
PREVENção:
Como o tubo neural se fecha entre 28 e 32 dias después da concepção, o desenvolvimento normal do cerebro e da médula espinhal, durante estas primeras tres a oito semanas, pode se ver afetado pelos seguintes fatores:
· problemas genéticos · exposición a químicos o substancias peligrosas · falta de vitaminas y nutrientes adecuados en la alimentación · infección · medicamentos recetados y consumo de alcohol
Apesar de se relacionarem muitos fatores com o desenvolvimento da espina bífida, as investigações demostraram que o ácido fólico (vitamina B-9), un nutriente que se encuentra en algunos vegetais de folhas verdes, as nuece, os feijões, as frutas cítricas e os cereais fortificados para o café da manhã, podem ajudar a diminuir o risco de aparição das anomalías congénitas do tubo neural. Por este motivo, o Colegio Estadounidense de Genética Médica (American College of Medical Genetics, ACMG) e os Centros para a Prevenção e Controle das Enfermidades recomendam que todas as mulheres tomem um complexo vitamínico que contenha ácido fólico durante os años reproductivos. Se uma parte ya ha tenido un niño con una ONTD, se recomienda la ingesta de una mayor cantidad de ácido fólico, que puede prescribirla el médico de la mujer o un profesional de la salud. Esto permite que la mujer lo tome durante uno o dos meses antes de la concepción y durante el primer trimestre da gravidez e assím diminuir o risco de gestar outro bebê com ONTD. Los estudios actuales se centran en analizar cómo los genes controlan la neurulación o la formación del tubo neural. Comprender este proceso servirá de ayuda para prevenir defectos del tubo neural.
Intervenção da Fisioterapia:
- Estimular as aquisições motoras.
- Manter boas condições neuromusculares.
- Previnir as complicações de maneira geral.
- Estimular independencia e autonomia em todas as atividades da vida diária.
- Proporcionar um programa domiciliar de instruções a fim de facilitar o desenvolvimento motor mais próximo possível da idade cronoçógica.
- Adaptar os equipamentos ortopédicos.
Extraído de: crfaster.com.br, monografias.com e aula da Profª. Mirna Fônseca
Não seria o Fisioterapêuta um artista? Por que não? A grande quantidade de recursos disponíveis para os tratamentos faz de nós protagonistas de uma arte. Ao usar o conhecimento e criar estratégias de intervenções com objetivos estamos usando a criatividade e isso nos torna grandes artistas. Somos artistas e cada um possui a sua arte de tratar. Podemos alcançar o mesmo objetivo usando terapias diferentes. Cabe a cada fisioterapêuta utilizar seu dom artistico e expressar o seu talento na melhora dos pacientes. Lembrem-se:" A criatividade é a essência."
Esse video deixou registrado uma época importante, foi logo qndo a turma 3 se dividiu entre as turmas 1 e 2. Foi uma mudança em nossa vida acadêmica. Contudo, ganhamos novos colegas e novos amigos. É como eu sempre digo: "Tudo na vida é uma experiência, resta a nós aprender com elas."
A Fisioterapia Pediátrica é o ramo da Fisioterapia que utiliza uma abordagem com base em técnicas neurológicas e cardiorrespiratórias especializadas, buscando integrar os objetivos fisioterápicos com atividades lúdicas e sociais, levando a criança a uma maior integração com sua família e a sociedade.
Técnicas de fisioterapia respiratória pediátrica são muito utilizadas em unidades hospitalares, consultórios e em domicílio como tratamento coadjuvante de doenças pulmonares. Em unidades de terapia intensiva fazem parte do corpo clínico permanente e são profissionais altamente requisitados para a realização de alguns procedimentos como a aplicação da ventilação mecânica não invasiva - VMNI. A fisioterapia pediátrica motora também é uma subespecialidade da fisioterapia pediátrica muito difundida e com resultados comprovados por vários trabalhos científicos. O fisioterapeuta pediátrico/pediatra utiliza de técnicas há muito aperfeiçoadas e consagradas por anos de bons resultados no tratamento de pacientes neonatais, lactentes e pediátricos. entre elas estão o baby bobath, o posicionamento no leito e o reequilíbrio tóraco - abdominal - RTA Disponivel em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Fisioterapia_pedi%C3%A1trica Acesso em: 16 de Maio 2010
Reflexos são reações involuntárias em resposta a um estímulo externo e consistem nas primeiras formas de movimento humano. Dessa forma, servem como fonte primária de informações, as quais se armazenam no córtex em desenvolvimento.
Nos primeiros meses de vida, a presença, intensidade e simetria desses reflexos podem ser usadas para avaliar a integridade do sistema nervoso central e para detectar anormalidades periféricas, como alterações músculo-esqueléticas congênitas ou lesões nervosas. Por outro lado, a persistência da maioria desses reflexos no segundo semestre de vida, também indica anormalidades do desenvolvimento.
São denominados reflexos primitivos, aqueles relacionados à sobrevivência, com funções de busca de alimentação e de proteção. Já os chamados reflexos posturais, são os precursores de movimentos voluntários. Alguns desses reflexos, como o de sucção, preensão palmar, plantar e o da marcha serão substituídos por atividades voluntárias; outros, como o de Moro simplesmente desaparecerão.
Reflexo de Preensão Palmar e Plantar: para testar o reflexo de preensão palmar aplica-se ligeira pressão na face palmar da mão do bébé junto da zona distal dos metacarpos. Como resposta a criança flecte os dedos (fecha a mão).Para testar o reflexo plantar aplica-se pressão na face plantar do pé do bebé na região mais distal dos metatarsos.Como resposta o bébé vai flectir os dedos do pé.
Reflexo de Sucção: Quando um objecto é colocado na boca do recém-nascido, ele começa a succionar imediatamente.
Reflexo de busca: Quando qualquer um dos extremos da boca de recém-nascido é tocado, ele vira a cabeça para esse lado. Este reflexo permite que o recém-nascido encontre o mamilo.
Reflexo de Moro: aparece com o recém-nascido e desaparece por volta dos 4/6 meses. Testa-se deslocando-se o centro de gravidade da criança, ou dando um estímulo visual ou sonoro. Como resposta vai haver uma abdução e extensão dos membros, com extensão e abertura dos dedos, excepto as falanges distais dos indicadores e polegares que permanecem em flexão. Em seguida ocorre a adução e flexão dos membros.
Reflexo da Marcha Automática: Testa-se levantando a criança e pressionando a face dorsal de um dos pés contra o bordo de uma mesa. Como resposta teremos a flexão dos diferentes segmentos da perna, trazendo o pé acima da mesa e assim que se estabelece o contacto activo ou passivo da face plantar do pé com a mesa, ocorre a extensão do membro inferior.
Placing: Nos membros superiores tem início por volta do segundo mês, tornando-se um reflexo de extensão protectiva por volta do sexto mês. A criança é segurada pelo examinador e a face dorsal de uma das mãos é pressionada sob a borda de uma mesa. Como resposta temos a flexão dos membros superiores que trazem a mão para cima da mesa.
Reacção positiva de apoio: aparece entre o 1º e o 3º mês e desaparece por volta do oitavo mês. É provocado através de estímulo proprioceptivo (dorsiflexão das partes distais dos membros) ou exteroceptivo (provocado pelo contacto das plantas dos pés com o solo). Como resposta teremos a contracção simultânea de extensores e flexores.
Reacção Cervical de Rectificação: Está presente ao nascimento e desaparece por volta do segundo mês. É obtida virando-se a cabeça do bébé para um lado (pode ser activa ou passivamente). Como resposta vamos ter um aumento do tónus do tronco e o bebé vira para o lado oposto em bloco.
Reacção Labiríntica de Rectificação: Está presente no recém-nascido e começa a ficar mais presente por volta do quarto mês. Esta reacção permite a elevação da cabeça na posição prona. No início a cabeça pode ser mantida levantada fraca ou intermitentemente, mas, o bébé irá mantê-la bem na linha média, a partir da oitava semana (2 meses). Ao conseguir levantar a cabeça na posição prona, inicia-se um processo de extensão geral do tronco e dos membros, contra a gravidade, que começa céfalo-caudal e alcança a pélvis e joelhos por volta do sexto mês.
Reacção Óptica de Rectificação: Quando os olhos se movem, a cabeça e o corpo também giram em direcção ao objecto, ao qual a atenção foi direccionada. Com a maturação das vias ópticas por volta dos seis meses de idade, é que se inicia a reacção de rectificação pela visão.
Reacção de Landau: Esta reacção é uma combinação das reacções de rectificação e dos reflexos tónicos. Aparece por volta dos seis meses de idade. Quando se levanta uma criança de bruços da mesa, apoiada apenas com a mão do examinador sob o tórax, a criança primeiro ergue a cabeça, de maneira que a face esteja numa posição vertical, após esta elevação da cabeça ocorre uma extensão tónica da coluna e membros inferiores, que pode ser tão forte que todo o corpo da criança torna-se curvado para trás.
Reflexo de Galant: Um estímulo doloroso na região lombar do bébé em prono, provocará a flexão do tronco para o lado estimulado. Nos primeiros dias de vida a resposta é frequentemente ausente ou fraca. Este reflexo desaparece geralmente durante o segundo mês.
Reacção de Anfíbio: Esta reacção torna o indivíduo capaz fazer flexão dos membros inferiores na preparação para o arrastar, proporcionando a dissociação entre tronco, ombros e pélvis. Esta reacção inicia-se no quarto mês e permanece para a toda a vida. O teste é realizado levantando-se um lado da pélvis, sob a virilha. O membro inferior deste lado flexiona e abduz, enquanto que o membro do lado oposto entra em extensão.
Reflexo Tónico Cervical Assimétrico (RTCA): É estimulado pela rotação da cabeça e causa a extensão dos membros para o lado em que a cabeça foi rodada e diminuição do tónus extensor com aumento da flexão dos membros para o lado occipital da cabeça. Inicia-se por volta do segundo mês e é integrado no quarto mês.
Reflexo Tónico Cervical Simétrico (RTCS): Também é uma resposta proprioceptiva dos músculos do pescoço, por um movimento activo ou passivo. A elevação da cabeça produz um aumento do tónus extensor nos membros superiores e aumento do tónus flexor nos membros inferiores. Abaixando-se a cabeça ocorre a situação inversa. Geralmente surge no 2º mês e integra-se por volta do sexto mês.
Reflexo Tónico Labiríntico (RTL): É evocado pelas mudanças da posição da cabeça no espaço. Na criança com Paralisia Cerebral provoca uma hipertonia na posição supina e uma hipotoniana posição prono. Está presente no primeiro mês de vida, desaparecendo no sexto mês com o aparecimento do Landau.
Reacção de Extensão Protectiva: Também conhecida como reacção de paraquedas ou de precipitação. Esta reacção consiste em duas fases e ajuda a manter o bébé sentado: numa primeira fase ocorre a extensão do membro superior para atingir o solo ou, outro apoio; na segunda fase a criança coloca o peso sobre o braço e a mão.
Também conhecida como Mucoviscidose, é uma doença genética autossómica (não ligada ao cromossoma x) recessiva (que são necessários para se manifestar mutações nos 2 cromossomas do par afectado) causada por um distúrbio nas secreções de algumas glândulas, nomeadamente as glândulas exócrinas (glândulas produtoras de muco).
O cromossoma afectado é o cromossoma 7, sendo este responsável pela produção de uma proteína que vai regular a passagem de cloro e de sódio pelas membranas celulares. A proteína afectada vais ser a CFTR (regulador de condutância transmembranar de fibrose cística). E tal como a proteína, o próprio canal de cloro vai sofrer uma mutação do qual vai resultar um transporte anormal de iões de cloro através dos ductos das células sudoríparas e da superfície epitelial das células da mucosa. (Fig. 3.1). Vai ocorrer então uma alteração no transporte dos iões de cloro através das glândulas exócrinas apicais, resultando dessa anormalidade, uma permeabilidade diminuída ao cloro, fazendo com que o muco da fibrose cística fique cerca de 30 a 60 vezes mais viscoso. A água por sua vez, como vai seguir o movimento do sódio de volta ao interior da célula, vai provocar um ressecamento do fluído extracelular que se encontra no interior do ducto da glândula exócrina.
Embora o sistema de transporte mucociliar não se encontre afectado pela patologia, ele vai ser incapaz de transportar uma secreção assim tão viscosa. Devido a essa incapacidade vai haver uma maior acumulação de muco, conduzindo ao aumento do número de bactérias e fungos nas vias, o que vai ser muito prejudicial, podendo levar mesmo a uma infecção crónica nos pulmões. É uma situação grave que pode também afectar o aparelho digestivo e outras glândulas secretoras, causando danos a outros orgãos como o pâncreas, o fígado e o sistema reprodutor.
Nos pulmões, as secreções acabam por obstruir a passagem de ar, retendo bactérias, o que pode conduzir ao aparecimento de infecções respiratórias.
No tracto gastrointestinal, a falta de secreções adequadas compromete o processo digestivo, levando a uma má função intestinal devido a uma insufeciência pancreática. As secreções no pâncreas e nas glândulas dos intestinos são tão espessas e por vezes sólidas, que acabam por obstruir completamente a glândula.
As glândulas sudoríparas, as parótidas e as pequenas glândulas salivares segregam líquidos cujo teor em sal é superior ao normal.
A Fibrose Cística engloba-se num grupo de patologias denomiadas D.P.O.C (doença pulmonar obstrutiva crónica) que se caracterizam por haver uma obstrução crónica das vias aéreas, diminuindo a capacidade de ventilação. Quando se utiliza o termo DPCO está-se a referir a todas as doenças pulmonares obstrutivas mais comuns como a bronquite crónica (tosse produtiva na maioria dos dias, por pelo menos 3 meses num ano), enfisema pulmonar (quando muitos alvéolos estão destruidos e os restantes ficam com o seu funcionamento alterado), asma brônquica e bronquietcasias.
A incidência da patologia em causa é variável de acordo com a população estudada, sendo razoável a incidência de um para 2500 (1/2500), com freqüência de um portador do gene em 40 pessoas na raça branca (1/40).
A doença é pouco freqüente na raça negra um para 17 mil negros americanos (1/17000) e rara em orientais um para 90 mil (1/90000). Apesar disso a fibrose cística ocorre em todas as raças.
É uma disfunção das glândulas exócrinas sendo esta uma característica patogénica predominante, em que se observam alterações no transporte de electrólitos através da membrana apical das células epiteliais dessas glândulas, resultando em secreções mucosas e viscosas que causam obstruções dos ductos de diversos orgãos, levando a uma tríade clássica:
Doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC),
Electrolíticos anormalmente elevados no suor
Insuficiência pancreática.
Prognóstico O comprometimento pulmonar antecipa o prognóstico, conferindo um elevado grau de mortalidade. A combinação de muco viscoso e limpeza mucociliar diminuída, determina fenómenos obstrutivos levando a constantes infecções que contribuem para a diminuição da função pulmonar conduzindo eventualmente à morte em casos mais avançados.
A fibrose cística é uma doença genética com prognóstico reservado que desencadeia complicações diversas ao longo dos anos, sendo as complicações pulmonares as que acabam por predizer a expectativa do paciente. È de extrema importância o diagnóstico precoce para determinar as conductas que possibilitam uma maior efectividade da patologia em causa, evitando ou minimizando as complicações que geralmente conduzem à morte.
Torna-se cada vez mais evidente a importância da fisioterapia respiratória através das técnicas de limpeza brônquica, na melhoria da qualidade de vida e prognóstico desses pacientes. No entanto ainda existem dúvidas no que diz respeito às técnicas mais eficazes.
Factores de risco para as DPCO poderão ser: o Tabagismo; o Poluição atmosférica; o Actividade profissional (mais frequente em profissões que implicam exposição de poeiras orgânicas ou inorgânicas, ou gases tóxicos, principalmente os isocianatos); o Infecções respiratórias víricas (principalmente pneumonias virais); o Factores familiares (exposição ao fumo do tabaco no ambiente doméstico na infância; deficiência do inibidor da alfa 1 antitripsina).
As consequências da Fibrose Cistica - A nível do Sistema Respiratório e Pulmonar pode ocorrer: 1. O bloqueamento das vias respiratórias durante curtos ou longos períodos, ocasionalmente com perda da função das áreas pulmonares subjacentes (atelectasias); 2. O estreitamento parcial das vias respiratórias, ocasionando tecido pulmonar hiperinsuflado; 3. Um processo degenerativo alveolar causado por inflamações (pneumonia e efisemas) ou enzimas (proteases); 4. Inflamações e fibroses no tecido pulmonar intersticial (pneumonia intersticial, fibrose pulmonar). Dependendo da gravidade das alterações pulmonares pode ocorrer a insuficiência respiratória parcial ou global. 1. Insuficiência parcial: através de hiperventilação (respiração acelerada) se mantém a pressão parcial normal do oxigênio na circulação sanguínea; com isso cai a pressão parcial de CO2. 2. Insuficiência global: a pressão parcial sangüínea de oxigênio está diminuída, e de CO2 está aumentada
Na Fibrose Cistica a quantidade de água da secreção brônquica é diminuída desde o nascimento e torna-se espessa, aderindo mais às paredes brônquicas. A limpeza brônquica fica dificultada, tendo como consequência as sucessivas infecções do trato respiratório. Além disso, encontramos frequentemente na Fibrose Cistica pacientes com hipersensibilidade brônquica, que leva ao edema das mucosas e espasmo da musculatura lisa dos brônquios (bronco-constrição, bronco-espasmo). Ambos os fatores são acompanhados de impedimentos mecânicos do transporte da secreção.
Estas alterações das vias respiratórias descritas, influenciam o estado do paciente com FC e sua aparência externa mais cedo ou mais tarde. O que mais chama a atenção é a dilatação do tórax no início que se encontra em hiperinsuflação passageira e vai se fixando nesta posição. O esterno se abaúla para frente, o diafragma torna-se mais achatado devido à constante tensão e por isso, o abdome se contrai .Resultam alterações torácicas típicas (cifose, tórax em forma de barril).
A insuficiência respiratória crescente leva à respiração acelerada (taquipnéia) e dificultada (dispnéia), como também ao desenvolvimento de sinais de falta de oxigênio, como unhas em forma convexa e dedos e artelhos em martelo, às vezes mostra sinais de cianoses.
A nível do Pâncreas - As secreções espessas bloqueiam os conductos pancreáticos e produzem dilatações quísticas. Produzem-se câmbios degenerativos e fibróticos no pâncreas e as enzimas pancreáticas essenciais (tripsina, amilase e lipase) são incapazes de participar na absorção e digestão de alimentos.
A nível do Sistema Biliar - O bloqueio biliar e a fibrose são frequentes e “avançam” de forma progressiva para produzir um tipo de cirrose biliar.. A infecção hepática é extensa e pode ocorrer também hipertensão “portal” e “esplenomegalia”. A “ictenicia” pode ser uma evidência de obstrução da vesícula biliar.
A nível das glândulas não productoras de muco - As secreções das glândulas salivares e sudoríparas têm uns níveis anormalmente altos de sódio e cloro.
Sintomas da Fibrose Cistica - Em relação ao aparelho digestivo, ocorre insuficiência pancreática, por obstrução dos ductos excretores da glândula, ocasionando síndrome de má-absorção, cirrose biliar, obstrução intestinal distal por estase fecal e, frequentemente, refluxo.
Cerca de 10 a 15% dos pacientes com Fibrose Cistica apresentam a primeira manifestação digestiva da doença logo ao nascimento, quando ocorre o íleo meconial (obstrução intestinal nos primeiros dias após o nascimento). A doença pulmonar na fibrose cística é caracterizada por infecção endobrônquica associada a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC).
Na esfera genital, observa-se obstrução congênita dos vasos deferentes em praticamente todos os pacientes do sexo masculino. Nas mulheres, o muco cervical espesso e com características bioquímicas alteradas actua como "espermicida", resultando em infertilidade.
Entre os sintomas otorrinolaringológicos da Fibrose Cistica, descreve-se a produção de secreção salivar espessa ainda na infância, com dilatação e fibrose dos ductos glandulares.
A ocorrência de otite média nas crianças com Fibrose Cistica não é superior à observada em crianças normais.
A doença nasossinusal é a manifestação otorrinolaringológica clássica da Fibrose Cistica, com elevada frequência de polipose nesses indivíduos, quer na infância quer na idade adulta. A ocorrência de sintomas nasossinusais é bastante variável, segundo os dados de literatura. Alguns estudos encontraram sintomas de rinorréia e obstrução nasal em mais de 65% dos indivíduos afetados, enquanto outros revelam que cerca de 90% dos indivíduos permaneciam assintomáticos.
As principais causas de óbito entre os pacientes com Fibrose Cistica são a insuficiência respiratória e o cor pulmonale, além da desnutrição resultante da síndrome de má-absorção.
Resumindo, os principais sintomas relatados pelos indivíduos com Fibrose Cistica são: • Ausência de mecónio nos dois primeiros dias de vida; • Atraso no crescimento; • Infecções respiratórias persistentes como a pneumonia e sinusite; • Respiração difícil; • Insuficiência respiratória; • Insuficiência cardíaca; • Expectoração excessiva com muco; • Tosse: • Sibilâncias; • Progressiva diminuição de resistência física; • Perda de peso; • Pele azulada; • Pele salgada; • Unhas em forma de baqueta de tambor; • Barriga em forma de barril; • Diminuição da capacidade reprodutora.
Nos últimos anos tem-se conseguido aumentar a esperança de vida destas pessoas, mas no entanto é dificil a sobrevivência após os 30 anos. De um modo geral, os pacientes tratados em centros de Fibrose Cistica, por equipas treinadas em atender, dar seguimento e prevenir complicações, têm melhor prognóstico. Observa-se também uma melhoria quando o diagnóstico e tratamento são precoces, antes dos danos pulmonares importantes. O prognóstico individual varia conforme a gravidade clínica e depende basicamente da doença pulmonar e da idade em que se fez o diagnóstico. Evolutivamente, têm melhor prognóstico os pacientes com uma recuperação nuticional adequada, após a suplementação enzimática. Os que apresentam hemoptises recorrentes, pneumotorax, insuficiência respiratória e cardíaca, tem prognóstico reservado. Nos pacientes com cirrose biliar, sangramento gastrointestinal, ascite e hiperesplenismo são de prognósticos muito grave. As perspectivas actuais são voltadas para os avanços genéticos com o descobrimento do gene da fibrose cística. Actualmente, é possível fazer um diagnóstico pré-natal da doença, e além disso é possível definir geneticamente os heterozigotos. Será viável, num futuro próximo, realizar o tratamento do gene da Fibrose Cistica defeituoso, pelo menos a nível de trato respiratório, pela transferência de genes exôgenos, via vectores virais.
Diagnóstico: são necessários pelo menos 2 dos 4 critérios básicos: + Doença pulmonar supurativa crônica. + Insufici ência pancreática. + Níveis elevados de sódio e cloro no suor. + História familiar de mucoviscidose.
A suspeita de Fibrose Cistica é feita através dos sintomas apresentados e da história familiar do indivíduo, confirmando-se o diagnóstico através da dosagem de sódio e cloro no suor, pelo método de Gibson e Cooke. Valores de cloro acima de 60 mEq/l firmam o diagnóstico, enquanto valores entre 40 e 60 mEq/l são duvidosos, estando indicada a repetição do exame. Valores inferiores a 40 mEq/l são considerados normais. A dosagem de sódio e cloro no suor tem sensibilidade diagnóstica de aproximadamente 98%.
Além do exame de suor, a doença pode ser identificada através de exame de sangue, DNA e também através do exame do pezinho. O exame do pezinho é de extrema importância para a identificação de diversas doenças genéticas, entre elas a Fibrose Cistica, que é considerada a principal doença diagnosticada pelo teste, pois é a mais comum entre as doenças genéticas graves da infância. Este exame contribui para que a Fibrose Cistica seja tratada o quanto antes, pois caso contrário o portador morre antes de chegar à adolescência.
Outros dados podem auxiliar no diagnóstico desta doença como: hipodesenvolvimento pondo-estatural, presença de cristais de sódio na testa , prostração ao calor, pan-sinusite, polipose nasal, aspermia ou íleo meconial. Sendo Fibrose Cistica uma doença muito pleomórfica, a sintomatologia clínica pode variar amplamente conforme o grupo etário ao diagnóstico.Apesar dos inquestionáveis avanços no conhecimento da doença com a descoberta do gene, seu produto e função, muitas questões permanecem sem resposta e o tratamento específico ainda é muito vago.
Os portadores desta patologia devem ser seguidos, se possível, em centros especializados de Fibrose Cística, por uma equipe multidisciplinar constituída por um médico especialista, com experiência nesta área e nesta patologia, com assistência principalmente de fisioterapeutas e de um dietista.
O tratamento deve ter em conta a idade do paciente e o grau de evolução da doença.Os objetivos da equipa são a manutenção adequada da nutrição e crescimento normal, prevenção e terapêutica agressiva das complicações pulmonares, estimular a atividade física e fornecer suporte psicosocial.
Fisioterapia obrigatória é parte integral no manejo de paciente com Fibrose Cistica e um dos aspectos do tratamento que contribui para a qualidade de vida. O tratamento atual é dirigido à doença pulmonar, com administração de antibióticos, segundo princípios já expostos, à doença pancreática e às deficiências nutricionais.
Dietas - É fundamental desmistificar a restrição de gorduras. A dieta deve ser hipercalórica, hiperprotéica e com teor normal de gordura, considerando as necessidades da faixa etária para um crescimento e desenvolvimento normais, respeitando custos, hábitos alimentares e intolerância pessoal. Os pacientes com Fibrose Cistica têm necessidades calóricas elevadas, pelo próprio metabolismo, trabalho respiratório, infecção bacteriana e má absorção. Em geral, deve-se ofertar 20% a 50% de calorias além das necessidades para a faixa etária, observando-se o ganho ponderal e crescimento do paciente. Isto é mais importante que o cálculo apurado da dieta. Nos pacientes Fibrose Cistica é recomendável o dobro do normal de ingestão protéica e 35% da energia ingerida deve ser derivada de gorduras. A mal nutrição tem repercussões directas no agravamento da doença pulmonar e, por isso, muitas vezes há indicações de terapêutica de suporte mais agressiva, como sondas gástricas ou enterais e mesmo gastrotomia.
Terapia de Insuficiência Pancreática - É baseada na reposição oral de preparados enzimáticos pancreáticos. Actualmente, são disponíveis preparados com alta potência enzimática, protegidos da desnaturação ácida no estômago pelo revestimento entérico das microesferas.A liberação das enzimas do revestimento entérico é um processo complexo, afectado pelo esvaziamento gástrico, tamanho das partículas e características de dissolução, pH e sais biliares. Por estas razões pode ser útil, nos pacientes com esteatorréia persistente e adequada reposição enzimática, a administração de bicarbonato de sódio com o preparado enzimático oral.
Deficiências Vitamínicas e Minerais - Os pacientes devem receber complementos vitamínicos com o dobro do correntemente recomendado, isto é, vitamina A, vitamina D e vitamina E Vitamina K é administrada durante antibioticoterapia prolongada e na doença hepática com cirrose e hipertensão portal.O sódio também deve ser acrescentado, durante períodos de calor, febre e exercícios físicos. Deve-se pesquisar atentamente a presença de anemia e repor zinco nas crianças com mal nutrição protéica.
Terapêutica Inalatória de Broncodilatores - B2 adrenérgicos- Além de promoverem broncodilatação, melhoram o batimento ciliar e clearence do muco. A desvantagem é predispor ao colapso das vias aéreas (Zack, 1990). (orientar-se pela prova de função pulmonar). Brometo de ipratropium - Não parece superior ao b2 adrenérgicos. O papel da via colinérgica não está bem esclarecido na Fibrose Cistica e a avaliação desta droga demonstra broncodilatação extremamente variável.
Mucolíticos - Acetilcisteína- É activa na mucólise, na presença de DNA e debris na secreção pulmonar. Não tem eficácia clínica comprovada e pode, com frequência, acarretar broncoespasmo.
Drogas Moduladoras do Transporte Iônico - Amiloride - Um diurético que, utilizado por via inalatória, bloqueia a reabsorção de sódio, aumentando sua concentração e, consequentemente, t a de água na secreção brônquica, diminuindo a sua viscosidade. Indicado na prevenção do declínio da função pulmonar. Um problema a ser resolvido é a curta duração da acção (uma hora ), o que implica numerosas inalações.
DNAse Humana Recombinante - A infecção crônica pulmonar promove grande influxo de leucócitos polimorfonucleares nas vias respiratórias. Com a degranulação e morte celular há liberação de quantidade significativa de DNA, que se acumula nas secreções brônquicas, formando um gel altamente viscoso. DNAse é uma enzima que quebra a cadeia de DNA, diminuindo a viscosidade do muco e facilitando a expectoração.
Técnicas Fisioterapêuticas Em relação à intervenção da fisioterapia neste tipo de patologia, o objectivo fundamental é a prevenção e a desobstrução das vias aéreas desde as vias distais até às proximais.O tratamento baseia-se em várias técnicas: drenagem postural, percussão manual e mecânica, vibração. Tosse, drenagem autogénica, técnica de expiração forçada (TEF), técnica do ciclo activo da respiração, flutter e a ventilação espontânea em pressão positiva contínua (CPAP).
Drenagem Postural - A drenagem de secreções tem como princípio a acção da gravidade. O posicionamento e os graus de inclinação vão variar de acordo com a área do pulmão a ser drenada. O posicionamento deve ser capaz de possibilitar que a acção da gravidade actue na drenagem do excesso de secreções, fazendo com que estas se desloquem das ramificações brônquicas segmentares para as lobares e a partir destas para os brônquios principais e traqueia para finalmente sendo posteriormente eliminadas pela tosse. No entanto, as técnicas de vibração, percussão, técnica de expiração forçada entre outras podem estar associadas à drenagem postural.
Percussão manual e mecânica - A percussão toráxica proporciona a propagação de ondas de energia mecânica aplicadas na parede toráxica dos pulmões. Pensa-se que com esta oscilação e um consequente aumento da pressão intratoráxica, as secreções possam ser deslocadas das paredes brônquicas e drenadas para zonas mais proximais sendo depois mais fácil a sua remoção. No que diz respeito à percurssão manual, esta pode ser contínua ou intermitente. A contínua é realizada com as duas mãos e permite uma maior eficácia no deslocamento do muco que a percussão intermitente, devido a uma maior frequência. Relativamente ao uso do percursor mecânico, existe uma maior independência do paciente no tratamento, sendo possível praticá-lo em
Vibração - Esta técnica consiste na aplicação de movimentos ritmados que se aplicam na fase expiratória, aumentando o nível do fluxo expiratório para se conseguir o deslocamento das secreções já soltas, conduzindo-as das vias aéreas de pequeno calibre para as de maior calibre, onde serão mais facilmente eliminadas através da tosse.
Tosse - A tosse é uma acção reflexa de defesa do organismo e tem como função remover substâncias estranhas e secreções acumuladas na árvore brônquica. Em pessoas que não possuam uma doença broncopulmonar, a tosse raramente acontece e nesse caso, o sistema mucociliar é o responsável pela libertação das secreções.Quando a quantidade de secreção aumenta, como em doenças em que ocorre hipersecretividade, a tosse torna-se um mecanismo adicional para a limpeza mucociliar. No paciente com Fibrose Cística, o mecanismo da tosse está alterado devido à falta de hidratação das secreções espessas que se implantam às paredes brônquicas. Além disso, muitos destes pacientes possuem hiperreactividade brônquica, e o aumento da pressão intratoráxica ou a turbulência do fluxo de ar leva ao colapso das vias aéreas e como consequência o fluxo expiratório e o transporte de secreções é interrompido. A tosse dirigida deve serensinada ao paciente visando diminuir as características da tosse da tosse espontânea, auxiliando a produção de uma tosse efectiva voluntária. O paciente deve ser ensinado a um posicionamento adequado que ajude no momento da tosse e a exercícios de controlo de respiração (ACBT), que ajudam a assegurar que as fases de inspiração profunda sejam utilizadas evitando assim o colapso das vias aéreas.
Drenagem autogénica - É uma forma de auto drenagem em que se utiliza uma sequência de técnicas respiratórias, alterando a velocidade e a profundidade da ventilação, promovendo oscilações ao nível brônquios. O objectivo é obter um fluxo expiratório máximo nos brônquios e com isso deslocar as secreções das regiões mais distais do pulmão para as mais centrais onde poderá ser expectorada. Consiste em inspirações e expirações lentas e controladas, que começam no VRE e vão até ao VRI. É dividida em 3 fases: o desprendimento periférico das secreções, a acumulação das secreções nas vias aéreas de grande calibre e o transporte das secreções das vias aéreas de grande calibre até à boca. No final de cada inspiração há uma pausa de 2 a 3 segundos, que é bastante impostante para manter as vias aéreas abertas por um maior período de tempo. No entanto, esta técnica possui desvantagens nomeadamente a idade do paciente e a difícil compreensão (o fisioterapeuta deve exemplificar e explicar muito bem a técnica). Técnica de Expiração Forçada (TEF) - É uma técnica que consistede um ou dois huffing´s ou expiração forçada seguida de um período de relaxamento e de respiração diafragmática controlada. As secreções mobilizadas alcançam as vias aéreas mais superiores e um ou dois huffing´s ou a tosse são solicitadas e necessárias para a expectoração. Esta técnica tem como objectivo ajudar na mobilização das secreções através da manipulação das pressões toráxicas e da dinâmica das vias aéreas.
Técnica do ciclo activo da respiração - Consiste na combinação de técnicas de controlo da respiração, exercícios de expansão toráxica associados ou não, a vibração, percurssão e a técnica de expiração forçada.
Flutter - O flutter é um aparelho composto por uma esfera de metal de alta densidade que repousa num cone de plástico circular e uma tampa em vários orifícios. Essa esfera de metal oferece resistência ao ar expirado, abrindo e fechando a passagem de ar. Promovendo uma pressão positiva expiratória, uma vibração oscilatória da parede brônquica e a acleração intermitente do fluxo expiratório.O flutter para além da sua efectividade na remoção das secreções, promove uma maior independência no tratamento diário do paciente. Ventilação espontânea em pressão positiva contínua (CPAP) - Este método consiste na auto aplicação de uma pressão positiva na expiração através de uma máscara onde é acoplada uma válvula, na qual a resistência expiratória será afixada. Devido a pressão positiva expiratória, um maior volume de ar chega às vias aéreas periféricas durante a inspiração, evitando o colapso e permitindo a movimentação do ar pela mucosa devido ao aumento da ventilação colateral. O aumento da pressão desloca o muco em direcção das vias aéreas centrais onde podem ser eliminados.È uma técnica muito eficaz na limpeza das secreções, na melhoria da capacidade residualfuncional e na saturação de O2.
Referencia: www.Fibrosecistica.com
Esse é um video de um garotinho com FC. Uma história muito bonita
No video abaixo você vai conhecer um pouco mais da Fisioterapia Respiratória ou Pneumológica, como nós chamamos. É importante saber da enorme quantidade de recursos que dispomos. Como muitos não conhecem, o poder fisioterapêutico, acabam por sofrer desnecessariamente as consequências de uma evolução patólógica pulmonar. Nosso trabalho aborda o tema de uma maneira descontraída e suave. Tentamos aproximar o máximo da realidade do cotidiano.
Making-off Video que fizemos em homenagem ao encerramento da matéria Pneumologia Fisioterapêutica ministrada pelo Prof. Robson.
Os distúrbios neurológicos comumente causam distúrbios temporários ou permanentes, que prejudicam o indivíduo em suas funções diárias e profissionais, tornando-o, muitas vezes, dependente parcial ou completamente de outras pessoas. O impacto nos domínios econômico e social, físico e emocional é marcante. As pesquisas sobre os mecanismos de recuperação da função após lesão e da eficácia de tratamentos para melhorar a recuperação e prevenir complicações são crescentemente divulgadas. Sendo assim, a abordagem fisioterapêutica ao paciente neurológico, tem sido cada vez mais especializada para cada condição. A seleção apropriada dos recursos e do momento oportuno de sua realização contribui substancialmente para a melhoria da qualidade de vida dos pacientes e de seus familiares, apesar de distúrbios neurológicos persistentes. Além disso, o envelhecimento crescente da população brasileira e o avanço tecnológico que aumenta a expectativa de vida dos indivíduos e, em paralelo, sua morbidade, fazem com que a Fisioterapia na área da Neurologia mantenha-se como um campo de atuação profissional em avanço.
Finalmente ele chegou, o grandioso e tão aguardado estágio, o momento de colocar a mão na massa, ou melhor, no paciente. Somos nós, a única equipe composta somente por 4 acadêmicos: Eu, Elane, Lara e Tiago. Estamos na 2ª semana frequentando o H. de Base Luis Eduardo Magalhães. Ainda não atendemos nenhum paciente com doença cardiovascular, a maioria são pneumopatas. Portanto nossas condutas estão mais focadas em melhorar a respiração do paciente. Até agora fizemos manobras desobstrutivas e reexpansivas. Muito de nossas terapias são limitadas no hospital visto que ele não oferece condições favoráveis. Um bom exemplo disso é a quantidade de aspirador, que como só tem um, pra todas as enfermarias, não podemos fazer uma terapia digna de sucesso. Dessa forma não é possível acelerar a melhora funcional dos pacientes, o que lhes deixam mais tempo no leito e por consequencia gere mais gasto mantendo-os hospitalizados. Sem falar do risco de adquirir outra patologia decorrente dessa demora. Em suma, alem de dispendioso é arriscado. Nada justifica essa incoerência. Talvez a falta de conhecimento do poder da fisioterapia seja o principal fator. Então ficamos restritos a fazer o que podemos e não ao que devemos. Por outro lado evoluir é o carro chefe da nossa empreitada.
Que esse ano seja muito bom, repleto de paz, alegria, muita saúde, muito amor no coração de todas as pessoas desse mundo, que todos façam o bem com um numero maior de vezes em nossas vidas. Sintonizem essa energia e entrem nessa corrente de coisas boas. Faça parte desse movimento! Se dê de corpo e Alma. Espalhe, irradie, estimule, faça com que isso aconteça. E se for possível leve adiante esse estilo, não se limite apenas ao dia 1º. Conserve essas atitudes de bondade e procure somar cada dia mais e mais.
É chegado uma hora que não há mais jeito, é chegado uma hora em que chega o fim da linha, o fim de uma estrada onde a frente só se vê um abismo ou a ilusão de uma ponte invisível, é chegado a hora em que só nos resta virar a direita ou a esquerda se quisermos tentar outros caminhos, a não ser que voltemos, regredindo estagnados sem nada novo a acrescentar nesse mesmo caminho de volta.
Sabemos a hora de mudar quando somanmos na balança imaginária de nossas razões, os valores do que se tem a perder e do que se tem a ganhar. O que estaremos deixando de ganhar abandonando a ponte invisível? Vale a pena arriscar pelo caminho desconhecido da esquerda ou da direita em busca de melhores momentos?
Isso me lembra a história de um video que assisti no Youtube chamado: "Quem mexeu no meu queijo?"
É + ou - igual = porque situações parecidas como a que nos encontramos e a da história dos personagens dessa parábola nos levam a medidas diferentes mas motivados pela mesma atitude, que é a mudança.
Mas de que mudança estamos falando?
Mudar o que?
Mudar pra quê?
Bom, sempre que queremos mudanças nunca estamos pensando em algo ruim, ou associando e sim, a algo quem nos venha a trazer beneficio. Afinal ninguem é bobo de querer algo ruim para si mesmo. Se acontecer assim, tenha certeza, não foi planejado. Isso sim é a lei da tentativa e acerto, uma lei que a ciência utiliza para descobrir os mistérios que nos cercam e que involutariamente usamos com o mesmo propósito.
Somos humanos, com isso estamos suceptíveis não só a erros mas a acertos támbem.
Mudar é evoluir, é se permitir, é se dar uma chance, é se oportunizar ao novo, ao diferente, ao desconhecido.
Mas como fazer para as mudanças sairem a nosso favor?
Qual caminho seguir?
Se houver a possibilidade de conhecer os caminhos disponiveis à escolha isso se torna indispensável.
Com isso é possível planejar é criar estratégias para que a mudança siga conforme a nossa vontade, ou que pelo menos se mantenha em nosso controle.
É assim na vida de todo mundo, em milhares de situações, em algum momento, ela sempre chega.
Enquanto à pergunta-titulo do texto: "Quando é hora de mudar?"
Essa resposta sairá de dentro de cada um, ou quando a situação apertar, ou quando a oportunidade surgir ou for criada.
Com elevada significância eu chamo a atenção para talvez o mais importante presente adquirido com o ato de mudar: a experiência.
É ela a grandiosa e valorosa vitória que trás qualquer que seja a mudança.
Sem ela não aprenderiamos a evoluir, nem a nos guiar melhor dentro de nossas tentativas de acerto.
Por isso é que consultamos uns aos outros, por isso que nos espelhamos em pessoas que se dão bem, por isso que nos aconselhamos com pessoas mais experientes, que ja passaram algo semelhante, viveram uma situação que digna de um aprendizado valioso, capaz de polpar desgaste de energia e tempo somente com essa troca de informações, isso faz com que o risco de errar seja minimo.
Afinal de contas é como eu sempre digo:
"Tudo na vida é uma experiêcia. Cabe a nós aprender com elas"
2º) Trace um plano de tratamento para um paciente com amputação do tipo chopart, sentindo muita dor, com neuroma, contratura muscular e rigidez articular: (0,5)
3º) Quais são os principais musculos acometidos numa amputação transtibial? (0,25)
Minha 1ª visita à clínica escola de fisioterapia da Unime. O sonho de todo paciente é ser tratado numa clínica dessas. Com varios equipamentos e muita infra-estrutura é mesmo uma beleza, tudo organizado e adaptado para que seja feito tudo nos conformes, porem, ela ainda não está 100%, pois falta alguns retoques importantes como o ar-condicionado gigante para combater o imenso calor que faz lá dentro ("calor retado"). A agua da piscina não precisa nem de aquecedor. A eternit se encarrega de passar as ondas de calor e aquece, sem querer eles criaram uma forma barata de economizar dinheiro e ainda proteger o meio ambiente contra o desperdicio. Reaproveita a energia solar aquecendo a agua e economiza na conta de luz.
Ainda pode ser usado como terapia que ativa o metabolismo, pois esse efeito térmico causa uma vasodilatação e uma consequente sudorese. A pele sente os efeitos do alta temperatura e sinaliza ao cerebro, que responde causando uma dilatação nos vasos e isso permite ao sangue fluir com mais facilidade, levando mais nutrientes para as celulas e retirando catabólitos, ao mesmo tempo que tenta equilibrar.
Num processo inflamatório esse efeito intensifica os sinais flogísticos: dor, calor, rubor e edema.
Então, até o momento, é contra indicado pacientes que apresentem algum desses sinais.
Enquanto não puserem o ar-condicionado "GIGANTE" os atendimentos serão restritos e seletivos.